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Fundação de Assistência à Criança Cega
FACE


Projeto Político Pedagógico


CAEDV Boa Vista
Centro de Atendimento Especializado Boa Vista


Curitiba – Paraná
2010


SUMÁRIO



Identificação...................................................................................................................
Registros.........................................................................................................................
Aspectos Históricos........................................................................................................
Situação Geográfica.......................................................................................................
Situação Administrativa................................................................................................
Estrutura Humana.........................................................................................................
Estrutura Física.............................................................................................................
Caracterização do Atendimento...................................................................................
A).................................................................................................................
B)................................................................................................................
C).................................................................................................................
D).................................................................................................................
E).................................................................................................................
F).................................................................................................................
G).................................................................................................................
H).................................................................................................................
I).................................................................................................................
J).................................................................................................................
K)
L)
M)
Perfil da clientela
Princípios pedagógicos: Concepção Filosófica
O aluno com necessidade especiais
O atendimento pedagógico do aluno com necessidade educativas especiais.
O aluno com necessidade especias na área visual
Classsificação
Educação Especial
Inclusão – uma concepção sócio-intercionista
O papel do professor especialista
Avaliação
Aproveitamento do processo ensino aprendizagem
Processo de avaliação
a) Avaliação Inicial
b) Avaliação Anual
c) Avaliação Final
Referências Bibliográficas


IDENTIFICAÇÃO

Nome: Centro de Atendimento Especializado Boa Vista – CAEDV Boa Vista
Mantenedora : Fundação de Assistência à Criança Cega – FACE
Endereço: Rua Holanda , 881 – fundos - Bairro Boa Vista -Curitiba – PR
CEP: 82540-040
Fone: (041) 3042 – 9382
Fone/Fax: 3257-5888
E-mails: eebv@ig.com.br
caedvboavista@hotmail.com
Horários de funcionamento:
A FACE e o CAEDV Boa Vista funcionam no mesmo endereço,
de segunda a sexta-feira nos horários das: 8:00h às 12:00h e das 13:00h às 17:00h.

REGISTROS:

* CNPJ 76707538/0001-00

* Reconhecido de Utilidade Pública Municipal - Lei Municipal nº 10872 – 2003

* Reconhecida de Utilidade Pública Estadual - Lei Estadual nº 14.136 - 2003

* Registrada no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Lei nº 7829/91,

* Registrada no Conselho Municipal de Assistência Social sob nº 108).

* Registrada no Conselho Nacional de Assistência Social sob nº 440006.004361/2000-51

*Autorização de Funcionamento do CAEDV – Boa Vista, através da Resolução nº 1.062/90 da Secretaria de Estado da Educação – SEED – PR


ASPECTOS HISTÓRICOS

O Centro de Atendimento Especializado Boa Vista – CAEDV- Boa Vista, presta serviços como rede de apoio para a inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais na área da deficiência visual da grande Curitiba.
Sua mantenedora a Fundação de Assistência à Criança Cega – FACE – é uma Instituição de Direito Privado que mantém convênio de amparo técnico com a Secretaria Municipal de Educação - SME e com a Secretaria de Estado da Educação - Departamento de Educação Especial e Inclusão - SEED – DEEIN.
A FACE, com sede em Curitiba, Estado do Paraná foi idealizada na década de 70 por um grupo de pessoas voluntárias e preocupadas com a situação do deficiente visual no Paraná. Inicialmente organizados como Centro Tiflológico Paranaense – CTP, que tinha como objetivo a construção da Escola Boa Vista, escola regular que acolheria alunos especiais com deficiência visual e deficiência física promovendo um ensino integrado.
Em 1971, o grupo realizou a campanha “COM TEUS OLHOS ENXERGAREI”, com a finalidade de arrecadar fundos para a construção da escola.
Em 13 de junho de 1971 iniciaram-se as obras da Escola Boa Vista.
Em 5 de julho de 1972, foi criada a FACE, “com personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, regida por um estatuto e pela legislação aplicável, tendo caráter filantrópico, assistencial e educacional”, sendo transferidos na ocasião todos os direitos e obrigações do extinto Centro Tiflológico Paranaense para a FACE.
A conclusão da obra de construção da sede da Escola ocorreu em 17 de junho de 1973, onde foi inaugurada oficialmente a Escola Boa Vista.
A Escola Boa Vista como escola de educação regular foi fechada no ano de 1978, passando atuar em parte do prédio como Centro de Atendimento Especializado, respondendo com o nome de Escola de Educação Especial Boa Vista, por necessidade da legislação da época, mas funcionando na prática como Centro de Atendimento. A parte do prédio que não estava sendo usada pelo CAEDV - Boa Vista, foi alugado para uma instituição de ensino e o valor do aluguel passou a subsidiar as despesas da FACE.
Hoje em dia a maior parte do prédio é locado para a Associação de Ensino Cooperado e Integral de Curitiba - AECIC que mantêm uma intituição Escolar denominada Colégio Fênix. A FACE celebra um convênio de parceria com a AECIC, onde eles oferecem bolsas de estudo integral (com relação apenas as mensalidades) para alunos deficientes visuais matriculados no CAEDV – Boa Vista e em contra partida mantemos um aluguel abaixo do valor de mercado e confeccionamos todo o material adaptado em Braille e ampliado que nossos alunos necessitam para uso no Colégio Fênix (material didático, provas e atividades escolares).

SITUAÇÃO GEOGRÁFICA

A FACE e o CAEDV- Boa Vista estão localizados no Bairro Boa Vista, que originou o nome deste CAEDV, situado entre o bosque do Boa Vista – Dr.Martin Lutero.
Este bairro está localizado na região norte da cidade, numa das regiões mais altas de Curitiba. Recebeu a denominação devido a sua situação geográfica privilegiada que, até tempos muito recentes, tornava possível avistar, do local, grande parte da cidade. Até a década de 50, a região, onde hoje está situado o bairro, não passava de um extenso campo de pecuária, no qual a existência de codornas e perdizes atraía grande número de apaixonados pela caça. Aproximadamente 500 hectares pertencentes à família Geronasso passaram a ser divididos em lotes e a população começou a crescer, inclusive o terreno onde está situado o prédio da FACE foi uma doação realizada por esta família.
O bairro Boa Vista está localizado a uma distância aproximada de 5 Km do ponto zero no centro de Curitiba e é cercada por várias linhas de ônibus como: Interbairros II – sentido horário e anti-horário, Expresso Santa Cândida – Capão Raso e o Convencional N. Sra. Nazaré (Praça Tiradentes) o que facilita o acesso até o local do CAEDV. Dos 11,99% da população de Curitiba que são pessoas com deficiência (Deficiência Mental Permanente, Deficiência Fisica Permanente, Deficiência Visual Permanente e Deficiência Auditiva Permanente.Fontes: IBGE-Censo Demográfico 2000), 8,02% (66,88% da população com deficiência) residem no Bairro Boa Vista.
O CAEDV-Boa Vista está localizado numa região que pode atender também alunos que moram em bairros vizinhos como: Bacacheri, Santa Cândida, Barreirinha, São Lourenço, Ahú, Cabral, Tingui e também a região metropolitana próxima como Almirante Tamandaré e Colombo.

SITUAÇÃO ADMINISTRATIVA

A administração pedagógica do CAEDV - Boa Vista se dá através de um corpo técnico pedagógico formado por três professores que ocupam os cargos de: Diretor administrativo, coordenador pedagógico e coordenador de materiais (confecção de materias e Braille e ampliados), cargos estes designados pelo Presidente da FACE.
Por outro lado, a FACE, mantenedora e responsável legalmente pelo CAEDV, possui uma diretoria executiva, conforme reza seu estatuto social.
A diretoria da FACE é composta pelos seguintes cargos:Presidente, vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 1º tesoureiro, 2º tesoureiro, 1º conselheiro, 2º conselheiro, 3º conselheiro e 3 suplentes de conselheiros.
Esta diretoria é responsável pela assinatura de convênios, projetos e por todas as prestações de conta do uso das verbas recebidas, sob a supervição do Ministério Público Do Estado.

Diretoria Pedagógica do CAEDV - Boa Vista
Diretora Administrativa: Profª Loriete Rosi Mocelin;
Coordenadora Pedagógica: Profª Lílian Pires da Silva Lagos;
Coordenadora de Materias: Profª Marilana Hecke Castilho.

Diretoria da FACE
Presidente: Rosi Mari Kakol de Carvalho;
Vice-presidente: Roberto Conceição de Almeida Leite;
1ª Secretária: Dayane do Rocio Fernandes;
2ª Secretária: Rosângela Mocelin Auríquio da Fontoura;
1º Tesoureiro Lázaro Inácio da Silva;
2º Tesoureiro Luiz Arnaldo Pereira Lagos;
1º Curador: Roberval Ângelo Rizzo Castilho;
2º Curador: Eunice Florêncio Rodrigues;
3º Curador: Maria Cândida Scarant;
Suplentes do Conselho de Curadores:
Marizete de Fátima Medeiros Bini;
Débora Rodrigues;
Amilton Manoel Clodolfo Gonzales Borges.

ESTRUTURA HUMANA

Equipe técnico-pedagógica: (04)
• Lílian Pires da Silva Lagos – Diretora Pedagógica – 40h
• Marilana Hecke Castilho – Diretora Administrativa – 20h
• Larissa Andrioli Marchiorato – Psicóloga – 20h

Professores especializados: (05)

  • Adelia Kalluf Koury - 40h
  • Marilana Hecke Castilho – 20h
  • Miriam Cheski Holanda – 20h
  • Nelci Fernandes de Souza – 20h
  • Silvana Zahdi Prevedello – 40 h

Administrativos: (04)
  • Mário Sérgio dos Santos – Assistente Administrativo - 40h
  • Maria Thereza de Souza Ferrarini – Instrutora Braille – 40h
  • Larissa da Silva Lemos – Secretária – 20h
  • Bianca Lotti Moraes – Secretária – 20h

Serviços Gerais: (03)
  • Angelina Alves Cordeiro – 40h
  • Maria Auxiliadora Rosa – 40h
  •  Rosemari Purkotte - 40h


ESTRUTURA FÍSICA

O espaço físico utilizado pelo CAEDV- Boa Vista consta de aproximadamente 340 m2 distribuido da seguinte forma:

06 (seis) Salas de aula
01 Sala de Material
01 Sala de Estudos / biblioteca
01 Almoxarifado
01 Sala de Confecção de material
01 Sala ambiente com laboratório de informática
01 Sala de reuniões
01 Cozinha
01 Refeitório
03 Banheiros (1 feminino, 1 masculino e 1 para funcionários)
01 Sala para secretaria
01 Sala para Direção
01 Despensa
01 Sala de Coordenação Pedagógica
01 Sala de Psicologia
01 Sala de administração da FACE


CARACTERIZAÇÃO DO ATENDIMENTO

O CAEDV Boa Vista funciona como uma rede de apoio à inclusão no ensino regular de alunos com necessidades especiais na área da deficiência visual.
Os programas oferecidos pelo CAEDV- Boa Vista são:
A) Estimulação Essencial;
B) Apoio Escolar;
C) Informática Pedagógica – em processo de implantação
D) Braille;
E) Sorobã;
F) Orientação e Mobilidade;
G) Estimulação Visual;
H) Serviço Itinerante;
I) Produção de material Braille e ampliado;
J) Artes;
K) Apoio Psicológico;
L) Atividades de Vida Autônoma - AVA – em processo de implantação
M) Empregabilidade.

O aluno matriculado no CAEDV- Boa Vista participará apenas dos programas que condizem com sua necessidade, tendo que participar de pelo menos um (1) dos programas oferecidos, para ser considerado aluno efetivo.
Os alunos são atendidos nos programas oferecidos através de aulas individuais de 40 minutos, uma (1) ou duas (2) vezes por semana, conforme a necessidade do mesmo, no horário do contra turno para os alunos em idade escolar. Estas aulas são ministradas por professores especializados em Educação Especial, cedidos pela Secretaria do Estado da Educação - SEED e pela Secretaria Municipal de Educação - SME, através do convênio de amparo técnico entre as citadas Secretarias e a FACE.
Todos os professores são profissionais com formação superior e especialização na área da Educação Especial. O cronograma de atendimento oferecido por cada professor consta de 5 (cinco) atendimentos por turno diário do professor, ou seja, 25 atendimentos semanais, sendo que 20% do valor total de sua carga horária semanal (5 atendimentos) são utilizados para hora atividade, direito que os professores gozam afim de planejar e preparar suas aulas. Totalizando cinco (5) atendimento para hora atividade e vinte (20) para atendimento efetivo com alunos. O CAEDV- Boa Vista oferece um atendimento pedagógico, e por lei cumpre uma carga horária mínima de 800 horas ou 200 dias letivos, seguindo o calendário escolar sugerido e exigido pela SEED. Todo o funcionamento pedagógico do CAEDV - Boa Vista atende os critérios exigidos pela SEED, conforme a legislação atual.
O CAEDV Boa Vista funciona em dois (2) turnos: Matutino - das 8:00h às 12:00h e
Vespertino - das 13:00h às 17:00h, com vinte e oito (28) alunos matriculados atualmente, mas com uma capacidade de atendimento para cinquenta e dois (52) alunos.



A) ESTIMULAÇÃO ESSENCIAL

Tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até 3 (três) anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Desenvolvendo atividades apropriadas que visam a estimulação motora, cognitiva, social e da linguagem.

B) APOIO ESCOLAR

O programa de Apoio Escolar e Acompanhamento Pedagógico tem como objetivo ofertar atendimento especializado aos educandos deficientes visuais oriundos da 1ª fase do ensino fundamental , reforçando e complementando as atividades acadêmicas, bem como adaptando materiais didáticos para o pleno desempenho escolar.
Os alunos são atendidos individualmente.
A faixa etária varia de 6 à 14 anos.

C) INFORMÁTICA PEDAGÓGICA

O programa de informática tem por objetivo propiciar aos alunos a inclusão digital, utilizando programas apropriados (DOSVOX e JAWS) como ferramenta didática no processo de ensino aprendizagem. Os alunos serão atendidos por um professor de informática que estará orientando, treinando, tirando dúvidas, propondo situações lúdicas. As atividades no laboratório enriquecerão os conteúdos dados em sala de aula.

D) BRAILLE
• Alfabetização Braille:
A alfabetização Braille inicia-se a partir dos 5 anos, com um período de preparação para leitura e escrita conhecido como pré-Braille, onde se trabalha o desenvolvimento tátil e a organização espacial do sistema Braille.

• Leitura e Escrita:
A Leitura e escrita em Braille é um programa voltado para alunos que já se encontravam alfabetizados no momento em que perderam a visão.
Consiste em aprender a decifrar a simbologia do sistema Braille, não tendo como principal foco o mecanismo da alfabetização.

E) SOROBÃ

O Sorobã ou ábaco japonês como é conhecido, é um aparelho de cálculo manual de procedência japonesa. Foi implantado na educação de cegos há mais de cem anos, em virtude da rapidez, da eficiência na realização das operações matemáticas, pela sua durabilidade e baixo custo.
O Sorobã é um recurso utilizado pelos alunos deficientes visuais, que facilita o acompanhamento das atividades de matemática desenvolvidas em ambiente escolar ou em situações da vida diária. Justifica-se a utilização do Sorobã na educação do deficiente visual, tendo em vista suas características em termos de praticidade e rapidez, proporcionando ao educando a possibilidade de registrar números no Sorobã e com eles efetuar as operações matemáticas.

F) ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE

Este programa proporciona a pessoa cega ou com baixa visão independência, autonomia na locomoção e autoconfiança, como elementos favorecedores de sua integração social.
Os termos Orientação e Mobilidade, embora empregados simultaneamente para se referir ao domínio, pelos alunos com deficiência visual, de um conjunto de técnicas relacionadas à locomoção, são conceituados distintamente pela literatura.
• ORIENTAÇÃO: “É a habilidade para perceber o meio ambiente e estabelecer sua posição em relação ao mesmo. Isto significa: consciência do corpo, dos objetos e do espaço, comportamento motor perceptual eficaz, e adequado uso dos conceitos. Ela é desenvolvida por repetidas experiências sensório-motoras no meio físico”. (WOJNACK, 1989)
• MOBILIDADE: “É a habilidade física para se mover determinadamente, eficientemente, seguramente, pelo meio ambiente e, tão independentemente quanto possível de um lugar para outro. Ela envolve: orientação, movimento do corpo, um motivo para se mover e comunicação”. (WOJNACK, 1989)
• ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE: É uma disciplina que tem a finalidade de auxiliar as pessoas visualmente deficientes a desenvolverem ou restabelecerem a capacidade para a motivação independente, eficiente e segura pelos espaços, para satisfazerem suas próprias necessidades”. (WOJNACK, 1989)
Uma das tarefas mais difíceis para a pessoa cega é sua locomoção independente. Para que consiga um bom desempenho em Orientação e Mobilidade deverá compreender o seu meio ambiente, tornar familiar novos meio ambientes, usar informações através de outros sentidos, especialmente a audição, obter informação verbal, utilizar-se do guia-vidente, técnicas de proteção e técnicas de bengala longa, conhecida como “bengala de Hoover”.

G) ESTIMULAÇÃO VISUAL

Estimulação Visual é um programa para o desenvolvimento da acuidade visual dos indivíduos com baixa visão, baseado nos estudos de Natalie C. Barraga (1985) que preconiza:
• Enxergar não é habilidade inata, é aprendida;
• As pessoas se diferenciam na habilidade de usar a visão podendo apresentar maior ou menor grau de potencial para desenvolvimento;
• A capacidade e a eficiência visual podem ser aprendidas através de um programa sequencial de experiências visuais.
A Estimulação Visual consiste no ato de utilizar a visão residual através de exercícios específicos, baseados nos funcionamentos visuais, sequenciais, que objetiva alcançar o mais alto desempenho possível do resíduo visual.
A Programação pedagógica deve objetivar o enriquecimento de experiências visuais significativas, valendo-se de elementos lúdicos adaptados às necessidades de cada aluno. Assim sendo não deve ocorrer uma padronização de brinquedos, jogos, materiais ou textos para alunos com baixa visão, o que justifica o atendimento individual.


H) SERVIÇO ITINERANTE

Este programa visa à integração e a permanência do aluno Deficiente Visual no sistema educacional da rede de Ensino Regular, mantendo o intercâmbio do corpo docente e da equipe pedagógica do Ensino Regular e do Centro Pedagógico Especializado.
A visita do professor itinerante junto à instituição de educação regular possibilita que o mesmo possa orientar o professor do Ensino Regular nas suas necessidades, sugerindo metodologias alternativas bem como fornecendo material adaptado em Braille e realizando as transcrições em tinta.


I) PRODUÇÃO DE MATERIAL BRAILLE E AMPLIADO

Os materiais impressos em tinta apresentam inúmeros recursos visuais, tais como cores, gráficos e desenhos que não atendem as necessidades de nossa clientela.
As atividades desenvolvidas nesse programa consistem na adaptação e/ou ampliação de texto, revisão e correção, reprodução e encadernação.
Para alunos cegos o material é impresso em Braille. Já para os alunos com baixa visão o material é feito através de ampliação em fotocópia ou digitado em fontes adequadas a necessidade de cada aluno.
A adaptação do material consiste na reprodução/conversão de textos, de um código para outro, sem alterar o seu sentido original.


J) ARTES

O programa de artes tem como objetivo oportunizar ao aluno o contato com diferentes materiais, explorando suas características, propriedades, possibilidades de expressar-se e comunicar-se através da arte, mantendo uma atitude de busca pessoal, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar suas produções.
A prática das atividades artísticas estimula o interesse, o cuidado e o respeito pelo processo de criação e também a familiarização com as diversas linguagens artísticas.


K) APOIO PSICOLÓGICO

O programa de apoio psicológico tem como objetivo auxiliar o educando na aceitação de suas limitações, ajudando na resolução de conflitos decorrentes da deficiência visual, assim como favorecer a autonomia e independência no processo de reabilitação e transmitir à família, a comunidade e a equipe pedagógica, informações sobre procedimentos adequados no convívio com pessoas com deficiência visual, favorecendo o seu processo de inclusão social.


L) ATIVIDADE DE VIDA AUTÔNOMA - (AVA)

É o conjunto de atividades que visam o desenvolvimento pessoal e social nos múltiplos afazeres do cotidiano, tendo em vista a independência, autonomia e convivência social do educando com deficiência visual, através de ações desempenhadas rotineiramente pela própria pessoa no lar ou fora dele.
O programa tem como objetivo proporcionar oportunidades educativas funcionais através do desenvolvimento de habilidades físicas, mentais e sociais que habilitam o aluno com deficiência visual desenvolver, de forma independente, seu autocuidado e demais tarefas no ambiente doméstico, promovendo seu bem estar social na escola e na comunidade,

M) EMPREGABILIDADE

Este programa visa desenvolver no deficiente visual noções de responsabilidade, hierarquia, assiduidade, cumprimento de horários, prazos e outros aspectos que envolvem as relações do trabalho.
Empregabilidade pode ser definida como a capacidade do ser humano de se adequar às novas exigências através do aprendizado contínuo para desenvolver novas habilidades que tornam o profissional desejável não para apenas uma, mas para todas as organizações.
Este é o único programa de atendimento do CAEDV – Boa Vista realizado em grupo. O grupo pode ter de 2 a 4 participantes que trocam experiências e anseios com relação a vida profissional, assim como aproveitam a oportunidade de estarem em grupo para desenvolver a habilidade de trabalhar em equipe. O programa é coordenado por uma psicóloga que desenvolve atividades de reflexão e dinânicas relevantes para o desenvolvimento de uma postura adequada ao mercado de trabalho.

PERFIL DA CLIENTELA

QUANTO A DEFICIÊNCIA
O aluno com deficiência visual, cego ou com baixa visão, é o foco de nosso atendimento.
Além dos portadores de cegueira e baixa visão, temos também os amblíopes e alunos com distúrbios de alta refração que apresentam dificuldades educacionais em decorrência de problemas de percepção visual, comprovadas em avaliação diagnóstica.
A deficiência visual é uma limitação ou perda de uma ou mais funções básicas do olho e do sistema visual. As deficiências mais consideradas são: da acuidade visual e do campo visual. Os distúrbios acarretados pela perda e/ou limitação na visão periférica referem-se aos ocorridos no campo visual. Estes dados estão estritamente ligados aos fatores de ordem quantitativa, na qual as aferições de medidas de campo visuais e da acuidade visuais são verificadas segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), os distúrbios relativos à acuidade visual estão divididos em dois grupos: os portadores de baixa visão e de cegueira.
Podemos conceituar cegueira quando a perda da visão é total e possibilita no máximo ver luminosidade. Convém citar que há cegueira unilateral quando apenas um olho é afetado e a cegueira bilateral, quando os dois olhos são atingidos. A cegueira pode ainda ser congênita, quando a criança nasce cega, ou ser adquirida durante sua existência.
Já as pessoas com baixa visão são aquelas que apresentam “desde condições de indicar projeção de luz, até o grau em que a redução da acuidade interfere ou limita seu desempenho”. É a alteração da capacidade funcional da visão, decorrente de inúmeros fatores isolados e associados, tais como: 1) Baixa acuidade visual significativa, 2) Redução importante do campo visual, 3) Alterações corticais. As pessoas com baixa visão que utilizam da visão para a leitura e escrita com letras ampliadas podem se utilizar de auxílios de recursos ópticos como lupas, telelupas, luminárias, etc.
Ambliopia é a terminologia específica para os casos onde há diferença significativa entre o potencial da acuidade visual do indivíduo e a acuidade efetiva deste. Pode ocorrer devido o não aproveitamento do potencial ocular na utilização de correção óptica, por acomodação de um dos olhos, o que popularmente denomina-se de “olho preguiçoso” ou ainda em decorrência de um estrabismo unilateral, convergente (olhos voltados para o nariz), divergente (olhos voltados para fora) ou alternante (ora um, ora outro convergente para o nariz). Pode-se dizer ainda que a ambliopia pode ocorrer por falta de visão binocular o que acontece quando o olho é inconscientemente suprimido ou quando algo como uma catarata (opacificação do cristalino) ou ptose (pálpebra caída) impede o estímulo da via óptica.
A ambliopia pode manifestar-se uni ou bilateralmente, sua intensidade é variável e o não treinamento pode implicar na perda da capacidade visual desse olho. Deve-se também observar que a maior incidência de casos para a Estimulação Visual é a ambliopia.

QUANTO A IDADE
O atendimento dos alunos é oferecido a qualquer faixa de idade, bastando apenas comprovar por laudo médico a necessidade do atendimento.

QUANTO A SITUAÇÃO ACADÊMICA
Inseridos na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Médio e Superior; e Educação Especial para o caso dos alunos que apresentam junto com a deficiência visual a deficiência intelectual. Atendemos também adultos que não estão vinculados a nenhuma modalidade acadêmica, assim como crianças antes dos três anos que não se encontram inseridas na Educação Infantil.

QUANTO AS CONDIÇÕES SOCIO-ECONÔMICAS
Nossos educandos, são oriundos de diversos bairros de Curitiba e Região Metropolitana,
na maioria dos casos com poucos recursos financeiros. As condições sócio-econômicas dos alunos não interferem no ingresso do aluno no CAEDV, visto que não são cobradas nenhum tipo de mensalidade ou matrícula para usufluirem dos atendidos oferecidos. Todos os programas são totalmente gratuitos.


PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS


CONCEPÇÃO FILOSÓFICA DO CENTRO DE ATENDIMENTO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO

A LDB trata em seu artigo 2º dos princípios da educação, cabe-nos aqui analisarmos tal artigo:

Art. 2º. A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo, para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Portanto é com base nesse princípio da LDB, que o Centro de Atendimento Pedagógico Especializado Boa Vista tem por finalidade tornar a pessoa com necessidades educativas especiais consciente de suas capacidades de aprender a conviver com a sua deficiência e procurar levar uma vida tão normal quanto possível, beneficiando-se de seus direitos e deveres como cidadão na busca de sua integração e independência.
“É preciso que a educação propicie ao portador de deficiência a possibilidade de produzir a sua vida, tão normalmente quanto possível, a despeito de sua deficiência”. (Klein, 1985)
A responsabilidade da educação da criança com deficiência visual deve iniciar-se desde o nascimento para que possam se estabelecer as bases do seu desenvolvimento e atingir a maturidade necessária para uma boa interação sócio-afetiva no seu meio.
O Centro tem como objetivo garantir o acesso e permanência do aluno com necessidades educativas especiais na área visual nos diferentes níveis de formação escolar: Educação Infantil; Ensino Fundamental e Médio; através de ampliações e/ou Braille fazendo uso de equipamentos específicos e materiais adaptados, favorecendo o pleno desenvolvimento de suas potencialidades, e consequentemente, proporcionando a integração à escola e sua inserção na sociedade.
O CAEDV-Boa Vista além de garantir às pessoas cegas e às de baixa visão o acesso ao conteúdo programático desenvolvido na escola de ensino regular, proporciona o acesso a literatura, através de uma biblioteca Braille, e uma audioteca à disposição dos alunos, também orienta pais e professores das escolas onde os alunos estão matriculados através do serviço de etinerante.

O ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS

O aluno com necessidades especiais é o aquele que possui qualquer perda ou anormalidade da estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, podendo resultar numa limitação ou incapacidade no desempenho normal de uma determinada atividade que, dependendo da idade, sexo, fatos sociais e culturais, pode se constituir em uma deficiência.

O ATENDIMENTO PEDAGÓGICO DO ALUNO COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

Todo aluno com necessidades educativas especiais tem o direito a um atendimento educacional especializado preferencialmente nas rede regular de ensino. Esta garantia é assegurada pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 208, parágrafo III.
A legislação brasileira define que a matrícula na classe comum está assegurada para todo e qualquer aluno, não importando qual seja a sua diferença, limitação, condição ou disfunção, é vedada qualquer forma de discriminação e o condicionamento da matrícula à entrega de laudos, exames clínicos e relatórios médicos
A Lei Federal Nº 7853, de 24 de outubro 1989 em seu artigo 8, parágrafo I, criminaliza qualquer ação discriminatória referente a matrícula de alunos, no que diz respeito a recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer curso ou grau, público ou privado, por motivos derivados da deficiênia que porta , com punição de reclusão de um a quatro anos e multa.
Na educação do aluno com necessidades educativas especiais os objetivos, conteúdos e procedimentos não são essencialmente diferentes da educação comum; eles precisam de uma boa educação regular, aliada a uma educação compatível a suas necessidades educativas especiais fazendo se necessário o uso de adaptações curriculares e materias ou equipamentos de apoio.

O ALUNO COM NECESSIDADES ESPECIAIS NA ÁREA VISUAL

O aluno com deficiência Visual é aquele que apresenta uma limitação sensorial da visão total ou parcial, denominando-os como cegos ou portadores de baixa visão, respectivamente, de causa congênita ou adquirida, variando de acordo com o nível ou acuidade visual, abrangendo vários graus o que permite diversas classificações.


CLASSIFICAÇÃO

Ao se adotar determinada classificação, precisa-se considerar as finalidades para sua utilização. Na prática do CAEDV-Boa Vista utiliza-se de dois enfoques: O enfoque educacional – diagnóstico educacional baseado na eficiência visual e o enfoque Clínico – diagnóstico baseado na acuidade visual.
Em reunião realiza em Bangcoc - Tailândia – 1992 a Organização Mundial de Saúde (OMS) com o Conselho Internacional para Educação de Pessoas com Deficiência Visual (ICEVI), sugerem uma avaliação clínico-funcional, para a participação dos alunos com baixa visão, nos diferentes programas de educação e reabilitação.
A classificação clínica e a educacional se complementam entre si. O diagnóstico médico tem ênfase no que se enxerga, baseados em dados quantitaivos (númericos), tratando-se de um resultado estático em condições especiais de distância e iluminação, já a o diagnóstico educacional tem ênfase no como enxerga, baseados e dados qualitativos, tratando-se de um resultado dinâmico em condições de vida prática com finalidade prática e funcional em termos de desempenho na orientação e mobilidade, nas atividades de vida diária e nas tarefas escolares.

EDUCAÇÃO ESPECIAL

A educação especial está contemplada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional- LDBEN, capítulo V art. 58, como modalidade de educação escolar, desta forma deve-se organizar de modo a considerar uma aproximação sucessiva dos pressupostos e da prática pedagógica social da educação inclusiva e cumprir os dispositivos legais. O decreto 3298/99, define a educação especial da seguinte forma:
Parágrafo 1º - entende-se um processo educacional definido em proposta pedagógica, assegurando um conjunto de recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar, suplementar (...) de modo a garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, em todos os níveis, etapas e modalidades da educação.
É importante aqui ressaltar as acepções adotadas para os seguintes termos:
Apoiar: “prestar auxílio ao professor e ao aluno no processo ensino aprendizagem”,
Complementar: “completar o currículo para viabilizar o acesso à base nacional comum”
Suplementar: “ampliar, aprofundar ou enriquecer a base nacional comum”.
Tal compreensão nos permite definir a educação especial numa perspectiva de inserção ampla.

INCLUSÃO – UMA CONCEPÇÃO SÓCIO-INTERACIONISTA

Rocha afirma que a inclusão escolar do aluno com necessidades especiais, parte do princípio de que a heterogeneidade favorecerá o desenvolvimento desses alunos (Rocha, 1999). Baseado na teoria da mediação de Vigotsky, que tem como fundamento básico aquele que sabe faz junto com o que não sabe, mostrando, explicando, propondo indagações, incitando ao raciocínio, à investigação, de forma que, paulatinamente, o aprendiz vá adquirindo uma autonomia prático-teórica em relação àquele que sabe, ou seja, até que consiga realizar todo processo sozinho.
Nesta concepção a educação especial não deve apenas aproveitar as capacidades individuais, mas acima disso, oportunizar as possibilidades do fazer junto, em interação (mesmo que de formas alternativas), o que qualquer outra pessoa é capaz de fazer.

“A interação social é fundamental para o desenvolvimento das formas de atividade de cada grupo cultural: o indivíduo internaliza os elementos de sua cultura, construindo seu universo intrapsicológico a partir do mundo externo” (OLIVEIRA, 1993).

A educação especial dentro da concepção interacionista sócio-histórica, que tem em Vigotsky seu principal representante, observa-se a necessidade das flexibilizações curriculares para garantir a inserção dos portadores de necessidades educativas especiais na rede regular de ensino. Dessa forma Carvalho define que especiais devem ser consideradas as alternativas educativas que a escola precisa organizar, para que qualquer aluno tenha sucesso, especiais devem ser os procedimentos de ensino, as estratégias que a prática pedagógica deve assumir para remover barreiras para a aprendizagem. (Carvalho, 2000).

O PAPEL DO PROFESSOR ESPECIALISTA

A educação do deficiente visual necessita de professores especializados nesta área, que dominem os métodos e técnicas específicas de trabalho, conheçam as instalações e equipamentos especiais, bem como realiazem as adaptações necessárias para que o aluno possa se desenvolver plenamente em sua vida acadêmica no ensino regular.
Para isto os Centros Especializados utilizam-se de programas de apoio no contra turno deste aluno. Onde os professores especialistas, assumem seu papel enquanto responsáveis pela orientação e estimulação durante o desenvolvimento da criança procurando evitar, prevenir e minimizar, na medida do possível, as defasagens que poderão ocorrer tanto no desenvolvimento, quanto na aprendizagem.

AVALIAÇÃO

1. APROVEITAMENTO DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
A avaliação constitui-se em um elemento fundamental no processo educativo.
As informações clínicas e fisiológicas da visão procedem da área médica- oftalmológica e os dados-educacionais são obtidos a partir da avaliação educacional, de caráter diagnóstico ou diferencial, realizados por professores especializados em Deficiência Visual.
Os instrumentos informais requerem adaptações de acordo com a faixa etária, o nível de escolaridade e o tipo de comprometimento:
A partir deste momento, com os dados percebidos, analisados e recomendados, possibilitar-se-á fornecer dados relevantes para o trabalho educativo a ser realizado nos programas específicos: Estimulação Essencial, Apoio Escolar, Informática Pedagógica, Braille, Sorobã, Orientação e Mobilidade, Estimulação Visual, Serviço Itinerante, Produção de material Braille e ampliado, Artes, Apoio Psicológico, AVA e Empregabilidade.
A avaliação deve ser global, pois a avaliação de conteúdos curriculares cabe ao Ensino Regular e à equipe de profissionais da Educação Especial deve observar o aluno como um todo, dando-lhe oportunidades de perceber e explorar suas potencialidades, superando suas limitações e ajudando-o a valorizar as experiências por ele vividas.
A avaliação faz parte da prática educativa. Está centrada nas possibilidades individuais, na valorização do conhecimento adquirido no grupo social no qual o aluno está inserido.
Durante o trabalho pedagógico o professor utiliza-se de diversos instrumentos avaliativos que indicam o nível de desenvolvimento que o aluno se encontra e que fornece indicativos de como o aluno aprende. O objetivo é subsidiar a prática pedagógica do professor no processo ensino-aprendizagem em sala de aula, no sentido de torná-la mais eficaz.
O professor registra observações, análises de comportamentos mais significativos do aluno.
No semestre é, preenchida a ficha individual, que comparada com registros anteriores, auxiliam no parecer descritivo sobre a evolução do aluno e a eficácia do trabalho educativo. Os resultados são apresentados nas reuniões com a Equipe Técnica Pedagógica com pais, realizadas semestralmente e professores do ensino regular.
A avaliação está presente em todos os momentos sendo indispensável para o pleno e global desenvolvimento de educando.

2 . PROCESSO DE AVALIAÇÃO

Sendo a avaliação um processo fundamental na caminhada do educando devendo ter como característica básica, a flexibilidade. Para que ela possa atingir seus objetivos utilizarmos de três (3) momentos específicos;
• Avaliação Inicial
• Avaliação Anual;
• Avaliação Final.

a) AVALIAÇÃO INICIAL

É a avaliação feita quando da entrada do aluno, é com esta avaliação que se é possível fazer o planejamento das atividades e seus objetivos e também com o passar do tempo poder fazer um comparativo da evolução do desenvolvimento do aluno.

b) AVALIAÇÃO ANUAL

Sua conotação principal é realinhar a avaliação inicial que é estanque e situa um determinado período: É de caráter descritivo, orientado por normas específicas e se fundamenta na avaliação contínua, comparando-se o que se conseguiu frente ao que se propôs trabalhar. É, pois uma forma de relatar o que a Avaliação contínua observou.

c) AVALIAÇÃO FINAL

Avaliação final ou desligamento é a avaliação que tem por objetivo constatar em que situação o aluno deixou o estabelecimento, bem como, se os objetivos propostos foram atingidos. Ele é livre e deve apenas situar os aspectos defasados na avaliação inicial, e as ocorrências significativas que mereçam ficar relatadas.


REFERÊNClAS BIBLIOGRÁFICAS

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INSTITUTO BENJAMIN CONSTAN. Orientação e Mobilidade Rio de Janeiro - Apostilado.
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MEC Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Brasília 1996
MEC Parâmetros Curriculares Nacionais - As adaptações Curriculares Estratégias para a educação de alunos com necessidades educacionais especiais, Brasília 1999.
MEC, Conselho Nacional de Educação, Diretrizes Nacionais, para a educação especial na educação básica, Brasília 2001.
MEC, Programa Nacional de Apoio à Educação de Deficientes Visuais – Formação de professor – Deficiente Visual Educação e Reabilitação.Brasília 2002.
OLIVIERA A. Marta Kohl, Vigotsky, aprendizado e desenvolvimento, um processo sócio-histórico, São Paulo, Scipione, 1993.
PIMENTA, Selma Garrito - Projeto Pedagógico e Identidade da escola In; Revista do Congresso de Educação continuada 1998.
ROCHA, Selene Maria Penaforte - Vygotsky e algumas considerações sobre inclusão escolar In: Jornal do aprender, junho 1999.






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